E quando então me ajuntei àquela: a sublime célula a qual eu necessitava para enfim me tornar ser,
Ser total.
E entreseca "a sublime célula" à coragem, fui dando espaço a filosofia mais atraente que para mim existiu ou será que existia?
Eu sou um bebê babão, que meche os membros, mas sem noção da tamanha função que no futuro eles exercerão,
Eu que conheço pouco ou quase nada das andanças deste mundo
Eu que sigo crescendo; pouco me interesso pela sabedoria que o atordoa ou preocupa a humanidade
Eu que durmo num berço pacífico, neste esqueço a violência e as palavras de má fé que assombram meus entes sem razão
E sendo esquecida por um ou dois não pude deixar que o desânimo me alcançasse
Eu que um dia observei um mundo se desfazer aos meus pés, logo adiante vi um outro em construção, pela troca de calores que me ardeu, que me arrepiou, que me deixou mais pensativa do que sou.
Que me fez mergulhar na ausência de lembranças, como água congelada e não encontrando minha aparência me entreguei sem meras demências
Desapeguei-me de muita coisa em questão de dias.
Vi a dignidade aliada à solidariedade, de um povo que só precisa ser educado com a palavra do Senhor
Vi que o ganancioso perde metade do que possui a cada novo querer
E que não é preciso de dentes para que a exaltação flua e o riso ilumine tão pouco de muito trocado para permanecer sendo guiada pelas asas do movimento.
Yomã






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